Simona Valli nasceu em 1976 na cidade de Perugia, na Itália. Desde muito jovem, demonstrou interesse pelo universo artístico e pela comunicação visual, o que a levou a experimentar trabalhos como modelo fotográfica ainda na adolescência. Aos 21 anos, após ser descoberta por um olheiro durante um evento de moda em Roma, recebeu o primeiro convite para atuar em produções adultas. A decisão não foi impulsiva: Simona passou meses avaliando as condições de trabalho, conversando com outras atrizes e lendo contratos com a ajuda de um advogado. Em 1997, estreou oficialmente no estúdio Private Media Group, onde gravou suas primeiras cenas na Europa.
Durante os primeiros dois anos, Simona Valli construiu uma reputação sólida baseada na versatilidade e na naturalidade diante das câmeras. Ela trabalhava principalmente com produtoras italianas e espanholas, mas rapidamente chamou a atenção de diretores franceses e alemães. Em 1999, protagonizou dois filmes que circularam intensamente na Europa: Private xxx e Rocco e as italianas. Nessas produções, ela demonstrou um controle cênico que a diferenciava de muitas colegas da época. Em entrevistas posteriores, Simona relembrou que a rotina era exaustiva – gravava até 12 horas por dia –, mas que a paixão pela performance a mantinha motivada.
Em 2001, Simona Valli recebeu uma proposta para trabalhar com a produtora Vivid Entertainment, nos Estados Unidos. A mudança representou um grande choque cultural e profissional. Ela passou a morar em Los Angeles, onde aprendeu inglês de forma intensiva e adaptou seu estilo de atuação às exigências do mercado norte‑americano. Durante esse período, gravou com grandes nomes da indústria, como Jenna Jameson e Tera Patrick, e participou de premiações como o AVN Awards. Simona contou em uma ocasião que a pressão para manter um corpo escultural era imensa, e que chegou a treinar com personal trainers cinco vezes por semana para atender aos padrões das produtoras americanas.
Após três anos intensos nos Estados Unidos, Simona Valli começou a sentir os efeitos do ritmo acelerado. Em 2004, ela sofreu uma lesão na coluna durante uma gravação, o que a obrigou a interromper as atividades por vários meses. Nesse período, ela se afastou dos sets, retornou à Itália e passou a refletir sobre o futuro. Em depoimentos a revistas adultas, ela revelou que a lesão a fez repensar a relação com o próprio corpo e com a indústria. Em 2005, anunciou uma pausa definitiva das gravações, embora nunca tenha fechado completamente as portas para projetos esporádicos.
Depois de se aposentar, Simona Valli investiu em uma pequena loja de roupas íntimas em Perugia, cidade onde nasceu. Ela também se dedicou a cursos de fotografia e iniciou um projeto pessoal de documentário sobre a vida de ex‑atrizes adultas, mas o material nunca foi lançado publicamente. Em 2010, concedeu uma longa entrevista ao site italiano Vogue‑It (não a revista, mas um blog de cultura erótica) na qual afirmou que não se arrependia da carreira, mas que hoje prefere uma vida privada longe dos holofotes. Simona mantém contato apenas com um pequeno círculo de amigas que também trabalharam na indústria, e evita dar declarações sobre o passado.
Apesar de ter tido uma carreira relativamente curta – cerca de oito anos ativa –, Simona Valli é lembrada por sua capacidade de transitar entre a sensualidade e a dramaticidade. Ela influenciou uma geração de atrizes italianas que viram nela um exemplo de profissionalismo sem necessariamente se expor a escândalos midiáticos. Em 2018, foi homenageada em um festival de cinema erótico em Barcelona, onde recebeu um prêmio pelo conjunto da obra. Na ocasião, ela disse que o que mais sente falta daquela época é da equipe técnica, especialmente dos maquiadores e iluminadores, que tratavam o elenco com respeito. Hoje, Simona Valli vive de forma discreta, sem redes sociais públicas, e raramente aparece em eventos.